Estádio virou prisão em Honduras, diz órgão de direitos civis

CIDH denuncia detenções em massa e uso de força 'desproporcional' contra manifestantes pró-Manuel Zelaya

Efe,

22 de setembro de 2009 | 22h23

A presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), Luz Patricia Mejía, denunciou nesta terça-feira, 22, que detenções "em massa" estão sendo feitas em Honduras e disse que um estádio estaria sendo utilizado como prisão. "O número de detidos é grande. Sabemos que estariam sendo levados a um estádio próximo em condições que não pudemos verificar. Isto nos faz lembrar um passado nefasto no Cone Sul", disse Mejía ao canal estatal "Venezolana de Televisión."

 

Veja também:

link'Golpistas estão exagerando', diz Lula ao justificar apelo à ONU

linkEntrevista: Zelaya diz que espera solução pacífica para crise

linkBrasil quer que ONU discuta crise de Honduras

lista Ficha técnica: Honduras, um país pobre e dependente dos EUA

lista Eleito pela direita, Zelaya fez governo à esquerda em Honduras

especialCronologia do golpe de Estado em Honduras

especialEntenda a origem da crise política em Honduras

mais imagens Veja galeria de imagens do retorno

som Eldorado: Ouça comentário de Lula sobre crise política

som Eldorado: Mercadante cogita suspensão de acordos entre países

video TV Estadão: Jornalistas do 'Estado' discutem impasse em Honduras

 

A presidente da CIDH disse que a entidade avalia enviar uma delegação a Tegucigalpa para dar conta da situação na cidade e considerou o momento como "crítico e grave". Mejía considerou que houve um uso "desproporcional" da força contra os manifestantes que se reuniram frente à Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde o presidente deposto hondurenho, Manuel Zelaya, está abrigado desde segunda-feira.

 

Por fim, a presidente da CIDH disse que a organização não possui números confiáveis sobre mortos e feridos em Honduras, mas afirmou que a entidade condena os atos de violência contra os manifestantes.

Tudo o que sabemos sobre:
Honduras

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.