Estado de saúde de Ingrid é delicado, diz defensor público

Vólmar Pérez afirma que refém das Farc foi atendida em fevereiro em postos de saúde no sul do país

Efe,

27 de março de 2008 | 12h47

O estado de saúde da ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, seqüestrada desde fevereiro de 2002 pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), é muito delicado, segundo revelou nesta quinta-feira, 27, o defensor público colombiano Vólmar Pérez.   Veja também: Bogotá encontra urânio ''buscado pelas Farc'' Por dentro das Farc  Entenda a crise   Histórico dos conflitos armados na região     "Sobre Ingrid, a informação que temos é de que seu estado de saúde é muito, muito delicado. Suas condições físicas e de saúde vêm se deteriorando", disse Pérez. O defensor público disse ter conhecimento de que Ingrid foi atendida em fevereiro em alguns postos de saúde de San José e El Retorno, localidades do departamento de Guaviare, no sul do país.   Pérez revelou ainda que o estado de saúde do ex-parlamentar Oscar Lizcano, refém das Farc desde 2001, também é muito grave. O funcionário afirmou que tenta implementar medidas junto ao governo de Guaviare e ao programa presidencial de assistência Ação Social, para tentar enviar aos reféns remédios próprios para doenças tropicais.   Segundo o defensor público, Ingrid sofre de leishmaniose e hepatite B. "Me disseram que sua atual condição física não é muito diferentes das de crianças da Somália", lamentou Pérez. O defensor público admitiu ainda que, por vezes, se sente "impotente para ajudar em um processo como esse", mas se comprometeu a usar todas as ferramentas que estiverem ao seu alcance para melhorar a situação dos reféns.   Pérez pediu às Farc a libertação imediata dos seqüestrados, de acordo com os ditames do Direito Internacional Humanitário. Sobre o parlamentar Lizcano, disse que dispõe de menos informações, mas sabe que está em "condições críticas de saúde", e que sua libertação também é urgente.   Segundo Pérez, o caso de alguns seqüestrados poderá ter um "desfecho fatal". "É preciso exigir das Farc a necessidade de garantir sua libertação o mais rápido possível. Não podemos permitir que nossos seqüestrados morram", disse o defensor público colombiano.

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