Estudantes chilenos voltam a protestar e pressionam Piñera

Dezenas de milhares de estudantes, que pedem reformas educacionais no Chile, protestaram na terça-feira em Santiago e redobraram a pressão sobre o governo do presidente Sebastián Piñera, atingido por uma queda em sua aprovação nos últimos meses.

REUTERS

09 de agosto de 2011 | 21h43

A manifestação, que segundo seus organizadores contou com a presença de 100.000 pessoas, aconteceu de forma majoritariamente pacífica pelas ruas de Santiago, com cartazes e frases que exigem do governo a gratuidade da educação pública em um conflito que se estende por três meses.

Os protestos deixaram ao menos 273 detidos e 23 policiais feridos, segundo informou o subsecretário do Interior, Rodrigo Ubilla, que acrescentou que os atos de "violência se focalizaram na capital".

Uma escalada de protestos e greves em diversos setores da sociedade levaram a aprovação do presidente de centro-direita a 26 por cento. Segundo analistas, Piñera necessita de uma estratégia que lhe permita sintonizar com a população.

Perto da marcha de terça-feira, jovens com os rostos cobertos incendiaram ao menos dois veículos, quebraram janelas de um edifício e formaram barricadas em alguns pontos da cidade, o que ocasionou choques com a polícia, que utilizou água e gás lacrimogêneo para dissolver os protestos.

"Os universitários e a comissão de professores quiseram marchar mais uma vez. (O governo) lhes deu autorização. Porém, os resultados demonstraram mais uma vez que infelizmente eles não têm o controle das marchas", disse o ministro do Interior, Rodrigo Hinzpeter.

Já os estudantes asseguraram que eles não são responsáveis pelos atos de violência.

Marchas e incidentes similares foram registrados em diversas cidades do país.

(Reportagem de Moisés Avila, com a colaboração de Alexandra Ulmer e Alexis Krell)

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