Estudantes voltam a enfrentar polícia em protesto na Venezuela

Manifestantes protestam durante velório de um dos estudantes mortos nos protestos da última segunda-feira

estadao.com.br,

27 de janeiro de 2010 | 18h15

Estudantes voltaram a enfrentar a polícia no terceiro dia de manifestações na Venezuela. Nesta quarta-feira, 27, o palco dos protestos foi a cidade de Valera, no Estado de Trujillo, onde nasceu Marcos Rosales Suárez, um dos dois estudantes mortos na passeata de segunda-feira contra o fechamento da RCTV Internacional.

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A polícia local tentou dispersar os manifestantes, que responderam com paus e pedras. Em outro ponto da cidade, o funeral do estudante se transformou em novo ato contra o governo.

Segundo testemunha ouvidas pelo jornal El Universal, trabalhadores do Servicio Autônomo de Esportes de Trujillo se juntaram ao confronto contra os estudantes, após um membro do órgão disparar para o ar para afugentar os estudantes.

Canais reabrem

Três dos seis canais privados suspensos da programação da televisão por assinatura na Venezuela voltaram a funcionar hoje após a confirmação de que são "produtores internacionais", informou hoje a Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel).

Os canais "TV Chile", "American Network" e "Ritmoson" - o primeiro, um canal estatal chileno, e os outros dois, propriedade do grupo mexicano Televisa - "entregaram ontem à Conatel a documentação para não serem qualificados como um Serviço de Produção Nacional Audiovisual", informou a entidade em comunicado.

No sábado passado, a Câmara Venezuelana de Televisão por Assinatura (Cavetesu, na sigla em espanhol) suspendeu "temporariamente" as transmissões desses três canais e da "América TV" (peruano), "Momentum" (mexicano) e "RCTVI" (venezuelano) até que cumprissem as leis do setor.

O governo Chávez exige que canais com mais de 30% de conteúdo e produção nacional apresentem discursos do presidente. A RCTVI diz ser um canal 71% internacional e 29% venezuelano, segundo seu assessor jurídico.

Com informações da Efe

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