EUA alertam para terroristas instalados na América Latina

Comandante americano diz que grupos podem estar na fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai

Reuters,

18 de outubro de 2007 | 15h03

Segundo um alto comandante do Exército americano, grupos terroristas islâmicos têm redes na América Latina e no Caribe e podem usar a região como base para promover ataques contra os Estados Unidos. Ele diz ainda que células muçulmanas podem estar instaladas na fronteira entre o Brasil, Argentina e Paraguai. "Certamente, membros, facilitadores e simpatizantes de organizações terroristas islâmicas estão presentes no nosso hemisfério", disse o comandante Jim Stavridis, cérebro do comando do Exército americano no sul em um artigo publicado na edição do Americas Quarterly journal, obtido pela Reuters antes da publicação. "Nós consideramos que a América Latina e o Caribe se tornaram bases para uma futura ameaça terrorista para os EUA e outros países." Oficiais americanos alertaram para a presença de militantes desde os ataques de 11 de setembro de 2001. Eles apresentaram poucas evidências concretas e o Brasil, que tem uma grande população árabe e outros governos da região descartaram as ameaças. Stavridis reiterou a preocupação dos EUA depois que a polícia afirmou em junho que teria impedido um plano de sabotagem no aeroporto John F. Kennedy, na cidade de Nova York, por suspeitos ligados ao Caribe. Uma força-tarefa multinacional foi realizada na chamada tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai, região conhecida por atividades de contrabando, tráfico e lavagem de dinheiro. O local é controlado pela Polícia Federal brasileira, que discorda da acusação do comandante. Autoridades brasileiras não têm indicações de células terroristas em atividade na fronteira com os outros dois países, embora tenham conhecimento de que eles grupos recebam contribuições financeiras do Hezbollah, que envia verbas para o Paraguai e que não é considerado pelo Brasil como grupo terrorista. Crimes, drogas e gangues são as maiores ameaças de acordo com Stavridis. Segundo ele, a Colômbia estaria vencendo na sua longa luta contra os narcotraficantes, mas criminosos ainda causam grandes problemas nas principais cidades brasileiras, do Haiti e na América Central.

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