EUA ampliam presença militar no Haiti para 10 mil soldados

Medida visa garantir segurança e levar suprimentos; Obama diz que levará tempo para organizar distribuição

estadao.com.br,

15 de janeiro de 2010 | 16h16

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse nesta sexta-feira, 15, que levará tempo para estabilizar a distribuição de água e alimentos no Haiti, devastado pelo terremoto da última terça-feira. Segundo Obama, a escala de destruição no país é extraordinária. Os EUA também decidiram ampliar sua presença militar no Afeganistão para 10 mil soldados.  

 

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Obama disse ainda que seu país tem uma responsabilidade particular em ajudar o Haiti. Neste sábado, os ex-presidentes George W. Bush e Bill Clinton irão à Casa Branca para discutir a ajuda humanitária ao país com Obama.

Mais cedo, o presidente americano conversou por telefone com seu colega haitiano, René Préval. Ele prometeu o apoio "total" de seu país à nação caribenha com o envio de ajuda emergencial e de assistência para a reconstrução a longo prazo.

O mundo está devastado pelas perdas e o sofrimento no Haiti", disse Obama a Préval durante a conversa telefônica, que durou cerca de meia hora, informou a Casa Branca em um comunicado.

Por sua vez, o presidente haitiano pediu a Obama que transmitisse aos americanos seus agradecimentos. "Do fundo do meu coração e em nome do povo haitiano, obrigado, obrigado e obrigado", afirmou.

 

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Reforço na segurança

 

Também nesta sexta-feira, Os Estados Unidos anunciaram o envio mais navios de guerra, helicópteros e equipamentos militares ao Haiti nos

próximos dias, o que fará o total de soldados americanos no país passar de mil para 10 mil até segunda-feira, informou o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, almirante Mike Mullen.

 

O secretário de Defesa americano, Robert Gates, que concedeu entrevista coletiva junto a Mullen, negou que a presença militar dos EUA no Haiti seja vista como uma força ocupante pelo país caribenho, mas como um "alívio".

 

"Não acho que nos enxergam assim", como uma força ocupante, disse o chefe do Pentágono. "Como estamos nos dedicando na distribuição de

água, comida e atendimento médico, acho que a reação (do povo haitiano) é de alívio, ao ver que os EUA lhes dão esse tipo de ajuda".

 

Gates indicou que a principal prioridade é fornecer água e comida à comunidade o mais rápido possível, para "evitar que, devido ao desespero das pessoas, a segurança se deteriore ou ocorra um surto de violência".

 

 

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