EUA chamam para consultas seu embaixador na Bolívia

Os Estados Unidos pediram que seuembaixador na Bolívia regressasse para casa depois de violentosprotestos há uma semana na embaixada norte-americana em La Paze advertiram o governo boliviano sobre a obrigação de protegeros diplomatas, disse o Departamento de Estado nasegunda-feira. O embaixador Philip S. Goldberg "voltará a Washington paraconsultas sobre a segurança da embaixada" depois dasmanifestações de 9 de junho, afirmou em um comunicado GonzaloGallegos, porta-voz do Departamento de Estado. Armados com pedras, milhares de simpatizantes do presidenteda Bolívia, Evo Morales, se concentraram às portas daembaixada, exigindo que os EUA extraditassem dois políticosbolivianos de direita. Centenas de policiais antimotim esforçaram-se para manteros manifestantes longe da construção, semelhante a umafortaleza, e acabaram disparando bombas de gás lacrimogêneopara dispersá-los. Segundo Gallegos, os EUA viam com bons olhos os esforços dapolícia boliviana, mas estavam preocupados com as declaraçõesdadas por alguns membros do governo, que colocavam em dúvida ocomprometimento da Bolívia com suas obrigações internacionaisde proteger os diplomatas e as representações estrangeiras. "Esperamos que o governo boliviano continue a cumprir asobrigações assumidas com a Convenção de Viena sobre as RelaçõesDiplomáticas, de 1961", disse Gallegos em um comunicado. "O fracasso em cumprir essas responsabilidades colocaria emperigo tanto a vida dos cidadãos norte-americanos quanto a vidadas centenas de bolivianos que trabalham na embaixada ou queutilizam diariamente o consulado ou outras instalaçõesdiplomáticas." Os manifestantes acusam o ex-ministro da Defesa CarlosSánchez Berzain e o ex-presidente Gonzalo Sánchez de Lozada deterem ordenado a repressão militar contra protestos antigovernoem outubro de 2003, quando 60 pessoas foram mortas e centenasficaram feridas. Sánchez de Lozada renunciou à Presidência pouco depoisdaquele episódio, e os dois políticos fugiram para os EUA. Sánchez Berzain mora em Miami. Os protestos desegunda-feira passada começaram quando ele disse a uma rádioboliviana que havia recebido asilo político dosnorte-americanos. (Reportagem de Susan Cornwell)

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