EUA cobram soltura de dissidentes cubanos

Exigência é uma referência à permuta que o presidente cubano, Raúl Castro, propôs nesta quinta-feira, 18

Efe

18 de dezembro de 2008 | 21h04

Os Estados Unidos aconselharam Cuba a libertar "imediatamente" os dissidentes políticos presos na ilha, sem fazer exigência alguma, em referência à permuta que o presidente cubano, Raúl Castro, propôs nesta quinta-feira, 18, em Brasília, onde disse que trocaria os presos de consciência do país pelos cinco agentes de seu Governo mantidos em centros de detenção americanos. Veja também: Raúl pede troca de cubanos presos nos EUA por dissidentes Embargo não tem base política e ética, diz Lula Raúl Castro é recebido por Lula e critica europeus América Latina e Caribe criarão órgão sem os EUA "Há muito tempo pedimos a Cuba que liberte os presos políticos, e agora recomendamos que isso seja feito imediatamente", disse à Agência Efe Heidi Bronke, porta-voz do escritório para a América Latina do Departamento de Estado americano. Para a Casa Branca, a libertação dos dissidentes cubanos não deve estar condicionada à dos cinco agentes do serviço secreto de Cuba, já que, segundo Bronke, os presos políticos são "retidos contra sua vontade por se expressarem livremente", ao passo que os espiões da ilha caribenha "foram julgados e condenados" pela Justiça. Nesta quinta-feira, em Brasília, Raúl disse que estaria disposto a trocar os dissidentes presos na ilha pelos chamados "cinco heróis", como são conhecidos em Cuba os cinco agentes do Governo que se encontram detidos em solo americano. "Se (os EUA) querem os dissidentes, os mandamos amanhã, com família e tudo. Mas que devolvam nossos cinco heróis", declarou o presidente, referindo-se a Gerardo Hernández, René González, Antonio Guerrero, Ramón Labañino e Fernando González, detidos no estado da Flórida em 12 de setembro de 1998. Os cinco cubanos, julgados por um tribunal federal de Miami, foram declarados culpados por atentarem contra a segurança dos EUA e condenados a penas que vão de 15 anos de reclusão à prisão perpétua. Cuba já admitiu que os chamados "cinco heróis" eram agentes do Governo, mas sempre alegou que eles atuavam para impedir atos terroristas contra a ilha e que nunca representaram uma ameaça para a segurança dos EUA. Depois que um tribunal de apelações de Atlanta rejeitou os recursos apresentados contra as penas impostas aos "cinco heróis", em setembro deste ano as autoridades cubanas anunciaram que pretendem recorrer das sentenças na Suprema Corte americana.

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