EUA congelam bens de 'embaixador' das Farc no Brasil

Decisão divulgada pela Embaixada atinge ainda sete acusados de representar o grupo na Venezuela e Nicarágua

REUTERS

01 de outubro de 2008 | 11h28

O governo dos Estados Unidos congelou os bens do colombiano Francisco Antonio Cadena Collazos, também conhecido como "El Cura Camilo" e "Olivério Medina", que é apontado como "embaixador" das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Brasil.  A decisão, segundo comunicado enviado nesta quarta-feira, 1, pela Embaixada dos EUA em Brasília, inclui ainda outras sete pessoas também acusadas de representar as Farc em outros países, como Venezuela e Nicarágua.   Em 2005, a Polícia Federal prendeu Olivério Medina, que tinha contra si um pedido de extradição feito pela Colômbia. Ele é acusado pelo governo colombiano de ter participado de ataques feitos pelas Farc em 1991. A Justiça brasileira, no entanto, negou o pedido e concedeu status de refugiado em 2006, após ele assinar carta se comprometendo a não colaborar com as Farc e a não realizar atividades políticas no país. Collazos vive no Brasil desde 1997. Tem mulher e filha brasileiras. "(A decisão) congela todos os bens que as entidades e indivíduos designados possam ter sob jurisdição dos Estados Unidos e proíbe cidadãos dos EUA de realizar transações financeiras ou comerciais envolvendo esses bens", afirma a nota distribuída pela embaixada. Em julho deste ano, após forças colombianas matarem Raúl Reyes, segundo homem na hierarquia das Farc, uma revista colombiana afirmou ter tido acesso a e-mails que estariam no computador de Reyes e que apontariam a ligação das Farc com integrantes do governo brasileiro, que negou as acusações.

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