EUA consideram positivas medidas de abertura em Cuba

País, no entanto, espera aprofundamento das reformas adotadas pelo presidente Raúl Castro

AP,

10 de novembro de 2010 | 18h33

MONTEVIDÉU- O secretário de Estado Adjunto para a América Latina, Arturo Valenzuela, afirmou nesta quarta-feira, 10, que os Estados Unidos estão observando as medidas de abertura política e econômica em Cuba como passos para frente, mas espera o aprofundamento delas.

 

Em coletiva de imprensa em Montevidéu, no Uruguai, o funcionário considerou que as medidas adotadas pelo presidente Raúl Castro, como a libertação de presos políticos e "a abertura ao setor privado e capital estrangeiro são um passo importante", mas acrescentou que seria de se esperar que "mais presos políticos sejam libertados".

 

"É possível esperar que as mudanças na economia respondam aos desafios importantes que Cuba tem para sair de seu estancamento. É uma mudança importante na política econômica de Cuba e vemos bem os esforços, mas deveriam ser um processo de maior liberação", disse Valenzuela.

 

Um documento oficial divulgado ontem, que servirá de base para as discussões do 6.º Congresso do Partido Comunista Cubano, marcado para abril, afirma que apenas questões ligadas à economia e ao desenvolvimento da ilha serão debatidas no encontro. O último congresso do partido ocorreu em 1997.

 

Em uma interpretação inicial, o documento assinala indicadores de que a Cuba atravessa uma forte crise. Por exemplo, a informação de que entre 1997 e 2009 a ilha perdeu US$ 10 bilhões por variações na balança comercial.

 

O regime, porém, não pensa em mudança radical. "Somente o socialismo é capaz de superar as dificuldades e preservar as conquistas da revolução", afirma o texto.

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