EUA deveriam incluir Caracas em lista de terrorismo, diz jornal

Opinião é do 'Washington Post', que destaca evidências do possível apoio do governo de Hugo Chávez às Farc

Efe,

31 de julho de 2009 | 17h11

Os Estados Unidos devem cogitar incluir o governo de Hugo Chávez na lista de países que promovem o terrorismo, dadas as últimas evidências do possível apoio da Venezuela às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), diz nesta sexta-feira, 31 um editorial do jornal The Washington Post.

 

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A publicação decidiu dar sua opinião sobre o episódio dos lança-foguetes vendidos pela Suécia às Forças Armadas da Venezuela em 1988 e que foram apreendidos com as Farc. O caso provocou uma nova crise diplomática entre Colômbia e Venezuela.

 

"Há meses, a Colômbia pediu reservadamente uma explicação sobre os lança-foguetes ao governo de Chávez e agora o governo sueco também está fazendo perguntas. Mas a única resposta foi o brado público do caudilho venezuelano", que na terça-feira congelou as relações diplomáticas e comerciais com o país vizinho, escreveu o Washington Post.

 

"Quando o governo colombiano mostrou há um ano várias evidências de que a Venezuela tinha colaborado com o movimento rebelde colombiano, conhecido pelo terrorismo e o tráfico de drogas, a maioria de Governos da América Latina e os Estados Unidos olharam para o outro lado", diz o texto.

 

O jornal se refere às informações encontradas nos computadores apreendidos durante uma polêmica operação do Exército colombiano contra uma base das Farc em solo equatoriano, na qual morreu o "número dois" do grupo rebelde, "Raúl Reyes". Chávez denunciou que o material achado era "estrangeiro", mas "agora a Colômbia divulgou as provas, que serão mais difíceis de ignorar", disse o Post.

 

Segundo a publicação, a conclusão que a Venezuela apoia uma organização terrorista contra um governo democrático "poderia levar os EUA a impor sanções ao país e fazer o caso parar na Conselho de Segurança da ONU. Os e-mails achados nos computadores de "Reyes" apreendidos no Equador "aparentemente fazem referência às armas" achadas com as Farc, destaca o texto.

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