EUA dizem não acreditar em confronto entre Colômbia e Venezuela

Os Estados Unidos afirmaram naquarta-feira que não acreditam na possibilidade de Colômbia eVenezuela se envolverem em um confronto militar por causa dacrise diplomática entre os dois países, alimentada pelosfrequentes ataques verbais de Hugo Chávez contra Alvaro Uribe. As relações entre Colômbia e Venezuela passam pelo piormomento em anos. A situação se agravou quando Uribe suspendeu amediação de Chávez na negociação com a guerrilha Forças ArmadasRevolucionárias da Colômbia (Farc) pela libertação de um grupode mais de 40 reféns, entre eles a ex-presidenciável IngridBetancourt. "Não vemos neste momento a possibilidade de nenhum conflitoentre esses dois países", disse à rádio Caracol Thomas Shannon,subsecretário de Estado dos EUA para assuntos do HemisférioOcidental. "Pelo contrário, acredito que eles têm vínculos tãoprofundos e importantes que os governos vão buscar uma maneirade lidar e controlar (a questão)", acrescentou ele. Depois de uma forte troca de insultos, Uribe vem mantendouma postura mais discreta em relação a Chávez. Já o venezuelanocontinuou destilando suas agressões verbais contra o aliado dosEUA. "Reconhecemos que às vezes o presidente Uribe vemdemostrando uma paciência enorme, e acredito que seja umapaciência estratégica, sábia e pensada, algo de sumaimportância para a Colômbia e a região", afirmou Shannon. Chávez, que no fim de semana determinou o reforço dapresença militar na fronteira de 2.219 km entre os dois países,para evitar o contrabando de alimentos, ameaçou no fim de 2007suspender a importação de produtos colombianos, como ovos ecarne, entre outros. O comércio bilateral anual entre Colômbiae Venezuela soma 6 bilhões de dólares. (Reportagem de Luis Jaime Acosta)

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