EUA dizem que Farc buscaram refúgio na Venezuela

Subsecretário reitera que todos os países devem respeitar soberania de fronteiras e direito à legítima defesa

Efe,

03 de junho de 2008 | 08h09

O subsecretário de Estado americano, John Negroponte, afirmou na segunda-feira, 2, que "não há dúvida" de que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) buscaram abrigo em território venezuelano. Ele também sugeriu às pessoas que podem fazer algo que pensem "se realmente lhes interessa permitir que continue" esta situação. Em coletiva de imprensa no marco da 38ª Assembléia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Negroponte disse que é "importante lembrar a todos os países a obrigação de respeitar a soberania e a integridade territorial dos vizinhos". O subsecretário americano afirmou que deveriam ser "evitadas situações nas quais se dê refúgio a organizações terroristas (...) como as Farc em outros países". "Não há dúvida de que há (gente das) Farc que buscou refúgio em solo venezuelano a partir da Colômbia", afirmou. "Perguntaria e sugeriria que aqueles que estão em posição de fazer algo contra isso pensem nas prolongadas relações bilaterais entre os dois países e se é realmente de seu interesse permitir que esta situação continue", disse Negroponte. Para a autoridade do Departamento de Estado americano, os países devem respeitar a soberania e inviolabilidade das fronteiras, mas também o direito à legítima defesa. Quanto ao pedido do Equador para que a OEA investigue os arquivos dos computadores da guerrilha, Negroponte afirmou que a decisão de entregar os documentos ao organismo interamericano "depende" da Colômbia, que tem o conteúdo sob sua jurisdição e controle. "Se eles quiserem oferecer (os arquivos) certamente não temos objeção a isso", ressaltou Negroponte, que se mostrou satisfeito com o processo de análise realizado pela Colômbia sobre este assunto e com a ajuda da Interpol, a Polícia Internacional. O subsecretário de Estado americano assinalou que as Farc sofreram "grandes revezes" nos últimos dias e meses, e que a situação para os cidadãos colombianos é "consideravelmente melhor que antes". "É positivo e um desenvolvimento promissor para as pessoas", disse Negroponte.

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