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EUA e Colômbia assinarão acordo militar nesta sexta-feira

Ministro da Defesa colombiano diz que não há 'novidade' no pacto, apenas 'oficialização da cooperação'

Efe,

27 de outubro de 2009 | 17h45

O ministro da Defesa colombiano, Gabriel Silva, assegurou nesta terça-feira, 27, em Washington que a Colômbia firmará com os Estados Unidos "possivelmente" na sexta-feira, 30, um polêmico acordo militar de dez anos que gerou críticas de alguns países da América do Sul.  

 

Silva fez o anúncio durante uma coletiva de imprensa na qual ofereceu um balanço dos resultados de sua visita de dois dias à capital americana, a primeira que realiza desde que assumiu o cargo, no dia 7 de agosto.

 

Segundo Silva, o acordo deve ser assinado na sexta, em Bogotá, depois de seu retorno na quinta-feira, 29, a Colômbia. O ministro explicou que a oficialização da cooperação entre as duas nações não necessita da presença de um funcionário de Washington, já que o embaixador dos EUA na Colômbia, William Brownfield pode representar seu país.

  

O acordo se realizará depois que o governo colombiano recebeu recomendações do Conselho Tribunal da Colômbia, o tribunal máximo do país, que o projeto fosse votado no Congresso. Porém, o governo de Uribe não acatou o que entende que seja apenas uma "opinião" nas palavras de Silva , e fechou o acordo de cooperação militar em decisão tomada exclusivamente pelo Executivo.

 

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O ministro da Defesa ressaltou que as autoridades colombianas foram "muito cuidadosas" durante todo o processo de negociação do acordo e que este não oferece "nenhuma novidade, apenas oficializa a cooperação no quesito segurança regional entre ambos os países".

 

O acordo irá permitir que os Estados Unidos instalem até sete bases militares na Colômbia visando a luta contra o narcotráfico e a guerrilha.

 

Entre as instalações se encontra a base de Palanquero, para a qual o Congresso dos EUA já liberou investimentos de U$ 46 milhões que serão usados na ampliação de uma pista de pouso e na construção de hangares e outras obras de infraestrutura.

 

Com o acordo com a Colômbia, os Estados Unidos compensam a decisão do Equador de não renovar o pacto para uso da base militar de Manta, no Pacífico.

 

Reforçando as justificativas para o acordo, Silva afirmou que a única forma de combater o narcotráfico e o crime organizado é a "cooperação eficaz" entre todos os países e citou como exemplo que a Colômbia está treinando cerca de 1500 policias mexicanos no para atuarem contra traficantes e guerrilheiros.

 

Governos da América do Sul criticam o acordo. A Venezuela, em particular, crê que não foram revelados os verdadeiros objetivos militares dos Estados Unidos com o pacto.

 

Dentro da Colômbia, também houve oposição ao acordo. Alguns líderes políticos afirmam que desta forma, a Colômbia se transforma em uma base norte-americana.

 

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