EUA e Cuba retomam conversações sobre imigração e americano detido

Nenhuma das partes, no entanto, reportou progressos significativos nas questões

Efe,

18 de junho de 2010 | 21h11

WASHINGTON- Cuba e Estados Unidos realizaram nesta sexta-feira, 18, uma terceira rodada de reuniões sobe imigração, sem avanços substanciais, e também discutiram a polêmica sobre a detenção de um americano acusado de espionagem pelo regime cubano.

 

Embora os dois países tenham qualificado de positiva a reunião realizada em Washington, nenhuma das duas partes deu informações sobre progressos importantes.

 

Os Estados Unidos reiteraram seu compromisso de "promover uma imigração legal, ordenada e segura", questionaram o caso do americano Alan Gross, preso em dezembro, e pediram sua "libertação imediata", segundo um comunicado do Departamento de Estado americano.

 

As delegações foram lideradas pelo subsecretário de Estado adjunto para o Hemisfério Ocidental dos EUA, Craig Kelly, e o vice-ministro de Exteriores cubano, Dagoberto Rodríguez, que afirmou que haverá uma quarta reunião em Havana no final de 2010.

 

"Nesta rodada avançamos na identificação de aspectos que nos permitirão fortalecer o enfrentamento ao fluxo de emigrantes, o que valida a utilidade destes encontros", disse o vice-ministro em comunicado divulgado pelo Escritório de Interesses Cubanos em Washington.

 

No entanto, ele reiterou que o fluxo de imigração não poderá ser eliminado "nem será possível alcançar uma emigração legal, segura e ordenada entre os dois países" enquanto for mantida a lei de ajuste cubano e a política vigente desde 1966, que estabelece que os cubanos que chegam a território americano podem ficar, enquanto os interceptados no mar são devolvidos a Cuba.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.