EUA e União Europeia expressam apoio a novo líder da Costa do Marfim

Ouattara, porém, recebe pedidos para formar governo de unidade e para promover reconciliação

Reuters

12 de abril de 2011 | 20h21

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Barack Obama, telefonou a Alassane Ouattara, líder internacionalmente reconhecido da Costa do Marfim, para parabenizá-lo por finalmente assumir suas funções como chefe de Estado e oferecer apoio aos esforços para unir o país e restaurar a segurança, informou nesta terça-feira, 12, a Casa Branca.

 

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Ouattara assumiu a presidência marfinense nesta terça, mas foi proclamado vencedor das eleições de novembro meses antes. Ele não havia sido oficialmente empossado porque Laurent Gbagbo, então líder do país africano, se recusava a reconhecer a derrota nas urnas e a deixar o poder, o que levou o país a uma guerra civil.

 

 

"O presidente Obama deu boas vindas ao comprometimento do presidente Ouattara em fornecer segurança e dar seguimento às aspirações dos marfinenses, e disse que os EUA serão um grande parceiro do país enquanto este formar um governo inclusivo, promover a unificação e a reconciliação e responder à atual situação humanitária", informou a Casa Branca em comunicado.

 

A União Europeia, por sua vez, também demonstrou apoio a Ouattara, mas pediu a formação de um governo de unidade nacional. "A União Europeia se mantém pronta para apoiar o trabalho proposto pela Comissão da Verdade e da Reconciliação e encoraja o presidente Ouattara a formar um governo inclusivo, que represente todas as regiões e todas as opiniões políticas do país", disseram os chanceleres do bloco por comunicado.

 

Durante a crise marfinense, Obama e vários países europeus já haviam expressado apoio a Ouattara e pedido que Gbagbo deixasse o poder. A crise só teve seu fim, porém, nesta segunda, quando o ex-líder foi preso em bunker em Abidjã, a maior cidade da Costa do Marfim.

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