EUA estão prontos para evitar imigração em massa de Cuba

O governo dos EUA está preparado paraevitar uma onda de migração em massa vinda de Cuba se aaposentadoria de Fidel Castro provocar um fenômeno do tipo nailha comunista, afirmaram autoridades na terça-feira. "Já preparamos nossos planos de emergência", afirmou LuisDiaz, um porta-voz da Guarda Costeira norte-americana. "O nomedesses planos é Operação Sentinela Vigilante." Diaz referia-se a um plano do governo, elaborado depois deFidel ter ficado doente quase 19 meses atrás, a fim de evitaruma outra onda de imigrantes chegando à costa dos EstadosUnidos como fizeram os cubanos, às dezenas de milhares, em 1980e em 1994. Segundo Diaz, não houve por enquanto nenhum sinal dequalquer movimentação estranha de embarcações entre a Flórida eCuba desde que Fidel abriu mão da possibilidade de regressar aopoder, formalizando um arranjo temporário por meio do qualentregou o comando do país a Raúl, irmão dele, a fim desubmeter-se a uma cirurgia no abdômen, em 2006. Mas Diaz disse que a Guarda Costeira poderia convocaraviões, embarcações e agentes da costa do Atlântico e até daCosta Oeste se isso fosse necessário para evitar uma migraçãoem massa no estreito da Flórida, que separa Cuba do Estadonorte-americano, distantes um do outro apenas 145 quilômetros. "Se tivermos um pequeno fluxo de migrantes, a resposta nãoseria tão grande. Se isso aumentar, o mecanismo foi montadopara ser intensificado caso necessário", afirmou o porta-voz. A Guarda Costeira está autorizada pelo presidente dos EUA ainterceptar nas águas do Caribe os imigrantes que tentem chegarà costa norte-americana e a mantê-los detidos em qualquer lugarconsiderado apropriado. Isso inclui a base da Marinha dos EUA na baía deGuantánamo, em Cuba, onde ficaram 45 mil imigrantes cubanos ehaitianos durante a onda de migração de 1994. Operários estão instalando na baía de Guantánamo banheirose fiação elétrica em um terreno reservado para a construção debarracas capazes de abrigar até 10 mil imigrantes já na metadedo ano, caso isso seja necessário. E há planos para montar um outro acampamento do tipo capazde abrigar outras 35 mil pessoas. A base é mais conhecidaatualmente por causa dos supostos terroristas mantidos pelosEUA ali. Em Miami, Ramon Saul Sanchez, um exilado cubano cujoMovimento Democracia lançou, em outras oportunidades, pequenasfrotas nas águas próximas de Cuba para dar apoio a dissidentesanti-Fidel, disse não ter planos do tipo para responder àsatuais circunstâncias. "Isso que aconteceu agora, apesar de ser um passo nadireção certa, não é ainda o passo que nos fará tentar chegar aCuba", afirmou Sanchez, referindo-se ao anúncio de Fidel sobrenão pretender mais regressar ao poder.

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