EUA felicitam Venezuela por 'espírito cívico' de referendo

Oposição venezuelana em Miami promete que vitória não significa o fim da luta para derrotá-lo eleitoralmente

Efe,

16 de fevereiro de 2009 | 21h04

Os Estados Unidos felicitaram a Venezuela pelo "espírito cívico" demonstrado no referendo no qual foi aprovada a emenda que permite ao presidente Hugo Chávez concorrer à reeleição ilimitada, e fizeram um apelo pelo fortalecimento da democracia. Em entrevista, um porta-voz do departamento de Estado, Noel Clay, destacou "o espírito cívico e participativo de milhões de venezuelanos que exerceram seu direito democrático a voto".   Veja também: Hugo Chávez vence referendo e garante reeleição ilimitada  Cenário na Venezuela após o resultado  Vitória não é sinônimo de reeleição, diz assessor de Lula  Fotos: o referendo na Venezuela  Fotos: A dinastia Chávez  Enquete: Você acha que a reeleição ilimitada é legítima?  Conheça os programas sociais apoiados por Chávez  Processos eleitorais na Venezuela na presidência de Chávez   Clay expressou que o importante agora é que o Executivo venezuelano "governe democraticamente e se dedique aos temas que preocupam o povo venezuelano". Neste sentido, estimulou a sociedade venezuelana a "respeitar a diversidade de voto, que é a força de uma democracia pluralista".   O Governo argentino também parabenizou a Venezuela pela "jornada cívica" vivida no domingo, 15, e pelo triunfo do "sim" no referendo constitucional, informaram fontes oficiais. A felicitação foi transmitida em uma ligação telefônica do chanceler argentino, Jorge Taiana, a seu colega venezuelano, Nicolás Maduro. De acordo com a Chancelaria argentina, os dois ministros conversaram por cerca de 20 minutos.   Oposição   A oposição venezuelana em Miami afirmou que a vitória do presidente Hugo Chávez no referendo de domingo não significa o fim da luta para derrotá-lo eleitoralmente. Luis Prieto, integrante do comando político da campanha "Não é Não", disse que a batalha contra o governante venezuelano aumentará depois da vitória do "sim" à emenda constitucional para a reeleição ilimitada, que permitirá a Chávez ser candidato nas eleições de 2012. "Aumentaremos ainda mais nossa luta por liberdade, democracia, e para derrotar Chávez", previu o ativista.

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