EUA garantem que não desejam assumir a Minustah no Haiti

Secretário para América Latina diz que tropas estão focadas em distribuir a ajuda humanitária no país

Efe,

21 de janeiro de 2010 | 10h43

Fuzileiro naval americano acena em jipe em Porto Príncipe. Foto: Marco Domino/Minustah/Reuters

WASHINGTON - O secretário de Estado adjunto dos Estados Unidos para a América Latina, Arturo Valenzuela, disse hoje que seu país não quer assumir o controle da missão de estabilização da ONU no Haiti (Minustah), atualmente coordenada pelo Brasil.

Disputa diplomática:

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Os "capacetes azuis" no Haiti "têm a responsabilidade da segurança. Os EUA vão fornecer o maior apoio possível, mas não vão tirar da ONU este papel", garantiu, em discurso perante embaixadores de países da América.

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Valenzuela disse ainda que as tropas americanas deslocadas ao Haiti estão focadas nas ajudas humanitárias, e pediu aos demais países que aumentem seus efetivos para ajudar na reconstrução do país caribenho e reforçar a Minustah.

As palavras vieram depois que o Conselho de Segurança da ONU aprovou o envio ao Haiti de outros 3.500 militares e policiais. O novo contingente vai se somar, durante seis meses, aos 9.000 homens que já estão no país.

Pouco antes, o governo brasileiro tinha solicitado ao Senado a autorização para o envio de outros 800 soldados, que se juntariam aos 1.266 brasileiros que já trabalham no Haiti.

Participam da Minustah, além dos brasileiros, militares de 18 países e policiais de outros 41. Entre os parceiros estão Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, China, Colômbia, El Salvador, Espanha, EUA, Equador, França, Guatemala, Peru e Uruguai.

 

 

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