EUA infiltram paramilitares na Venezuela, diz Chávez

O último plano do "império"norte-americano para desestabilizar a revolução venezuelana éinfiltrar paramilitares no país sul-americano, com acolaboração de Bogotá, para armar bandos de delinquentes,denunciou no domingo o presidente venezuelano Hugo Chávez. O mandatário costuma denunciar variadas estratégias de seuarqui-inimigo Washington para invadir o país petroleiro e deinclusive tentar matá-lo, apesar de não apresentar provas aesse respeito. Recentemente, Chávez acusou os Estados Unidos ea Colômbia de prepararem uma agressão militar contra aVenezuela. Chávez afirmou que serão denunciadas perante "instânciasinternacionais" um plano para trazer ao país paramilitares, quejá estariam operando em Estados fronteiriços com a Colômbia etambém na capital Caracas. "(Os paramilitares) chegam até Caracas. Mas não andam comfuzis, nem andam uniformizados, não", disse o presidente em seuprograma dominical de rádio e televisão, "Alô, Presidente",transmitido a partir de seu Estado natal, Barinas, no sudoestedo país. "Andam fazendo trabalho nos bairros, vendendo cocaína,digamos assim, por preços abaixo do mercado, muito barata, paraganhar os bandos, os delinquentes dos bairros, e ir armando-oscom armas de guerra", acrescentou Chávez, que assegurou que abase de operações do plano é a Colômbia. As relações diplomáticas entre Caracas e Bogotá passam porseu pior momento na história recente depois que o presidente daColômbia, Álvaro Uribe, colocou fim no mês de novembro últimoao trabalho de intermediação que Chávez realizava na busca porum acordo com a guerrilha das Farc. A polêmica entre ambos os mandatários se avivou quando opresidente venezuelano pediu há duas semanas que a comunidadeinternacional deixe de classificar como "terrorista" as Farc eo Exército de Libertação Nacional, o que foi rechaçadocategoricamente pela Colômbia. Recentemente, Chávez ordenou ao Exército que reforçasse suapresença na fronteira com o país vizinho, afim de reduzir ocontrabando de alimentos e combustíveis. Além disso, o governo venezuelano acusou nesta semana aExxon Mobil de querer desestabilizar o país, depois que apetrolífera norte-americana anunciou nesta semana terconseguido congelar ativos da estatal PDVSA em sua batalhalegal contra Caracas pela nacionalização de um projeto depetróleo pesado em 2007. (Por Enrique Andrés Pretel)

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