Orlando Barría/Efe
Orlando Barría/Efe

EUA intervém no Haiti com mais tropas e visita de Clinton

Ex-presidente percorreu hospitais e conheceu vítimas; previão é de que se encontre com presidente haitiano

Efe,

18 de janeiro de 2010 | 22h10

Os Estados Unidos reforçou nesta segunda-feira, 18, sua intervenção no Haiti com o envio de mais tropas e a visita do ex-presidente Bill Clinton, enquanto se defende das críticas de outros países pelo papel que desempenha na crise humanitária.

 

Bill Clinton, enviado especial da Onu ao Haiti, chegou nesta segunda à Porto Príncipe acompanhado de sua filha Chelsea e de um carregamento de ajuda humanitária destinado às centenas de milhares de vítimas do terremoto do dia 12.

 

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O ex-presidente percorreu alguns dos hospitais que estão atendendo os feridos, para conhecer pessoalmente suas realidades e a situação que o país caribenho atravessa. Também está previsto na agenda de Clinton um encontro com o presidente do Haiti, René Préval, e outros representantes do governo.

 

Em uma entrevista à CNN, o ex-presidente explicou que o principal desafio que o Haiti enfrenta neste momento é a distribuição da ajuda humanitária que já chegou ao aeroporto, mas que não pode ser repartida devido a falta de infraestrutura. "O principal problema é o sistema de distribuição, devido a destruição das infraestruturas, dos ministérios", disse Clinton.

 

Bill Clinton, que está à frente de um fundo para a reconstrução do país caribenho junto ao ex-presidente George W. Bush, mostrou sua preocupação com o futuro do Haiti a médio prazo, e destacou a importância de arrecadar fundos para a reconstrução do Haiti. "Ainda que seja uma tragédia, o terremoto nos dá a oportunidade de reconstruir o país. A nação pode renascer como um país mais forte, mais justo, com mais educação, meios e oportunidades", afirmou.

 

A visita de Bill Clinton ocorre dois dias depois da realizada por sua esposa, a secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton, que viajou ao país para transmitir ao povo haitiano a solidariedade e o compromisso de Washington.

 

O casal Clinton já expressou em várias ocasiões sua proximidade com o povo do Haiti, onde passaram sua lua de mel há 35 anos e para onde já viajaram várias vezes.

 

Os Estados Unidos preparavam nesta segunda a chegada de outros 7.500 militares ao Haiti, que se somarão aos outros 5.800 enviados ao país, em meio a críticas de outras nações em consequência da massiva presença militar americana no Haiti e do controle assumido do aeroporto de Porto Príncipe.

 

O Exército norte-americano também começou nesta segunda a inspecionar o porto da capital haitiana, que está inoperante, para avaliar os danos e prepará-lo para sua reabertura ainda nesta semana, o que abriria uma nova via de entrada de ajuda e suprimentos.

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