EUA não têm 'autoridade' para falar de terrorismo, diz Cuba

Washington manteve ilha em lista de países que apoiam terror; 'autor é criminoso internacional', afirma ministro

Efe,

30 de abril de 2009 | 18h26

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, criticou nesta quinta-feira, 30, a inclusão da ilha na lista elaborada pelos Estados Unidos com países que apoiam o terrorismo e ressaltou que esta nação não tem "autoridade moral" para avaliar condutas porque é uma "criminosa internacional". "Francamente, acho que ninguém lê esses documentos, entre outras coisas, porque sabe que seu autor é um criminoso internacional em muitos dos temas que critica", declarou Rodríguez a jornalistas.

 

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No primeiro relatório sobre o assunto realizado pelo Departamento de Estado dos EUA sob o comando de Hillary Clinton, que foi divulgado nesta quinta, o governo americano mantém Cuba em sua lista de países que apoiam o terrorismo. "Nós não reconhecemos nenhuma autoridade política ou moral ao Governo dos EUA para fazer lista alguma sobre qualquer tema, nem para certificar boas ou más condutas", acrescentou Rodríguez.

 

O chanceler garantiu que, em matéria de terrorismo, os EUA tiveram "historicamente um longo expediente de ações de terrorismo de Estado, não só contra Cuba". O ministro acusou Washington de proteger o ex-agente da CIA (agência americana de inteligência) Luis Posada Carriles, acusado por Cuba e Venezuela pela explosão de um avião em 1976 com 73 pessoas a bordo, e de amparar os "crimes de Estado cometidos por Israel contra o povo palestino e os povos árabes."

 

"O território cubano jamais foi utilizado para financiar ou executar atos terroristas contra os EUA. O Departamento de Estado que emite esses relatórios não pode dizer o mesmo", disse Rodríguez. "A posição de Cuba contra toda manifestação e forma do terrorismo onde quer que tenha sido cometido, contra qualquer Estado, em qualquer forma, é clara e consistente com sua atuação", acrescentou o ministro.

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