EUA negam envolvimento em voo que tirou Zelaya de Honduras

Avião fez uma parada na base militar de Soto Cano cujas atividades são divididas entre EUA e Honduras

Efe,

17 de agosto de 2009 | 20h05

O Governo dos Estados Unidos negou nesta segunda-feira, 17, qualquer envolvimento de integrantes de seu Exército no voo que levou o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, para a Costa Rica no dia do golpe de Estado que o derrubou.

 

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O avião fez uma parada na base militar de Soto Cano, também conhecida como base de Palmerola, que fica em território hondurenho e cujas atividades são divididas entre EUA e Honduras.

 

"O pessoal militar (americano) não esteve envolvido no voo que levou o presidente Zelaya à Costa Rica em 28 de junho", insistiu o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Philip Crowley.

 

"Os membros da unidade especial conjunta Bravo - o grupo do Comando Sul destacado em Soto Cano - não tinham nenhum conhecimento das decisões tomadas para os planos de aterrissar, reabastecer e decolar, nem desempenharam nenhum papel nele", destacou Crowley em sua entrevista coletiva diária.

 

O porta-voz também lembrou que os 600 militares destacados na base suspenderam suas operações por causa do golpe.

 

Desta forma, Crowley responde às declarações que Zelaya fez na semana passada em Brasília, onde disse que a primeira parada do avião que o levou para fora de seu país foi feita na base de Soto Cano.

 

Para o presidente deposto, "nesse momento, os EUA e o Pentágono tinham que saber que havia um golpe de Estado em andamento".

 

"A base de Soto Cano pertence a Honduras, é dirigida e operada pela Força Aérea hondurenha, e eles decidem sobre seu uso", enfatizou o porta-voz.

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