EUA pedem a Honduras respeito às instalações diplomáticas

Americanos também solicitam o retorno dos direitos civis no país e a aceitação da mediação da OEA na crise

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

29 de setembro de 2009 | 11h47

O Departamento de Estado dos EUA pediu ao governo golpista de Honduras que respeite "as instalações e pessoal diplomático e aqueles sob sua proteção" no país, em nota datada de segunda, mas distribuída nesta terça-feira, 29, para a imprensa pela Embaixada americana no Brasil.

 

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A nota, assinada pelo porta-voz do Departamento, Ian Kelly, pede ainda retorno imediato dos direitos civis em Honduras e que o governo interino e o presidente deposto Manuel Zelaya aceitem a intermediação da Organização dos Estados Americanos (OEA), para que se chegue a uma resolução para a atual crise.

 

"Lembramos ao regime de facto suas obrigações no âmbito das Convenções de Viena, de respeitar instalações e pessoal diplomático e aqueles sob sua proteção", diz a nota assinada por Kelly. "O cumprimento dessas obrigações é um componente necessário do diálogo entre as nações e constrói as práticas de engajamento, tolerância e compreensão necessárias para a resolução pacífica de disputas", diz.

 

A nota diz ainda que os "EUA veem com grande preocupação o decreto publicado pelo regime liderado por Roberto Micheletti de Honduras suspendendo direitos civis e políticos fundamentais" e pede que o regime de facto rescinda o decreto imediatamente.

 

O porta-voz pediu ainda aos líderes políticos de Honduras para que se empenhem em um processo de diálogo "que conduza a uma resolução duradoura e pacífica para a atual crise", e para que o "regime interino e o presidente Zelaya façam uso da boa vontade e da solidariedade oferecidas pelo presidente Arias da Costa Rica, pela Organização dos Estados Americanos e por outros membros da comunidade internacional para facilitar, dentro do escopo das conversas de San Jose, tal resolução".

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