EUA pedem a Micheletti que aceite visita da OEA

'Encorajamos o Governo de fato a aceitar a missão e a levar em conta suas recomendações', disse porta-voz

Efe,

11 de agosto de 2009 | 20h01

O Governo dos Estados Unidos pediu hoje ao Executivo de fato de Roberto Micheletti que aceite a visita da missão de alto nível da Organização dos Estados Americanos (OEA) a Honduras e leve em conta as recomendações dos chanceleres para o fim da crise no país. O porta-voz do Departamento de Estado, Philip Crowley, manifestou o apoio da Administração americana à delegação de chanceleres da OEA. 

 

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A missão de alto nível da organização, composta pelos ministros das Relações Exteriores de Argentina, Canadá, Costa Rica, Jamaica, México e República Dominicana, pretendia chegar nesta terça-feira, 11, a Honduras. Porém, a viagem foi cancelada por divergências de Micheletti em relação aos integrantes da delegação. A previsão é que a visita aconteça a partir do fim de agosto.

 

Em Washington, Crowley disse ainda que o Governo dos EUA "encoraja" a missão "a seguir adiante" com seus planos de "convencer o Governo de fato a aceitar o Acordo de San José (Costa Rica), que é a melhor opção disponível para solucionar a situação". "Encorajamos o Governo de fato a aceitar a missão e a levar em conta suas recomendações", acrescentou o porta-voz.

 

O funcionário também destacou que os EUA apoiam "completamente" o processo de mediação do presidente costarriquenho, Óscar Arias, assim como o chamado Acordo de San José. O mesmo se aplica à missão da OEA, disse.

 

"Apoiamos totalmente uma missão da OEA que, esperamos, convença o regime de fato a renunciar, a permitir o retorno do presidente (Manuel) Zelaya, para que este possa terminar seu mandato, e seguir cuidadosamente os passos delineados no Acordo de San José", afirmou Crowley.

 

Já Arias ressaltou nesta terça-feira, 11, a importância de que uma missão de chanceleres da OEA viaje ao país para dialogar com o governo de Roberto Micheletti. Segundo o prêmio Nobel da Paz de 1987, "a missão tem que ser realizada" e destacou como "absolutamente importante que uma comissão do mais alto nível possa falar com os diferentes grupos políticos e sociais de Honduras.

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