EUA pedem calma a Honduras e respeito à embaixada do Brasil

Departamento de Estado está em contato com diplomatas para definir que tipo de assistência será oferecida

Reuters e Ansa,

22 de setembro de 2009 | 16h45

O governo dos EUA pediu calma em Honduras nesta terça-feira, 22, e pediu ao governo golpista, liderado por Roberto Micheletti, que respeite a imunidade diplomática da embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde o presidente deposto Manuel Zelaya buscou refúgio.

 

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"Os EUA conclamam todos os envolvidos a permanecer calmos e evitar ações que possam provocar violência em Honduras e colocar indivíduos em risco", disse Ian Kelly, porta-voz do Departamento de Estado. "Exortamos todos os envolvidos a conter ações que poderiam levar a novos distúrbios."

Zelaya, que encerrou quase três meses de exílio ao voltar secretamente a Honduras na segunda-feira com o objetivo de retornar ao poder, acusou forças de segurança de preparar um ataque à embaixada.

 

Kelly também exortou o governo interino de Honduras a respeitar a missão diplomática do Brasil. "Ressaltamos a importância de respeitar a inviolabilidade da embaixada do Brasil em Tegucigalpa e os indivíduos em suas instalações", disse Kelly. "Respeito e proteção da inviolabilidade das instalações diplomáticas é um princípio universalmente aceito nas relações internacionais", completou.

 

Kelly afirmou estar em contato com a embaixada brasileira para avaliar medidas que possam resolver a crise política hondurenha. "Estamos em contato com a embaixada para discutir que tipo de assistência oferecer", complementou.

 

O diplomata reconheceu que o retorno de Manuel Zelaya a seu país gerou uma "situação delicada", mas pediu ao presidente deposto e ao mandatário que assumiu seu lugar, Roberto Micheletti, que trabalhem para "buscar um acordo". "Há uma grande oportunidade para reabrir o diálogo", disse Kelly, que também reiterou o apoio de Washington ao Acordo de San José, proposta de pacto elaborada pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias, e que prevê a restituição de Zelaya, neste caso à frente de um governo de coalizão.

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