EUA pedem 'diálogo construtivo' após crise entre Colômbia e Venezuela

País quer investigação sobre presença de 1,5 mil guerrilheiros em território venezuelano

Efe,

23 de julho de 2010 | 18h24

WASHINGTON- O secretário de Estado adjunto para a América Latina dos Estados Unidos, Arturo Valenzuela, pediu nesta sexta-feira, 23, que a Colômbia e a Venezuela evitem uma escalada das tensões e optem por "um diálogo construtivo" e de "respeito mútuo".

 

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Em entrevista coletiva por telefone, Valenzuela chamou de "muito sérias" as denúncias da Colômbia sobre a presença de guerrilheiros na Venezuela.

 

"Nossa posição é de que estas acusações têm que ser levadas realmente muito a sério e, ao mesmo tempo, incentivamos os dois países a iniciar um diálogo para analisar como podem resolver este assunto", reiterou.

 

Valenzuela não quis revelar se os Estados Unidos ajudaram a Colômbia na obtenção de dados de inteligência sobre a presença, segundo Bogotá, de 1.500 guerrilheiros na Venezuela.

 

O porta-voz do Departamento de Estado, Philip Crowley, respaldou hoje uma investigação internacional, com foi proposto pela Colômbia, e considerou o rompimento da Venezuela como "desafortunado" e "caprichoso".

 

"Acreditamos que deve haver uma investigação e acreditamos que a Venezuela tem a responsabilidade de responder favoravelmente a importante informação apresentada ontem pela Colômbia", afirmou Crowley.

 

O porta-voz disse que a falta de atuação do governo venezuelano na luta antiterrorista levou o Departamento de Estado a incluir a Venezuelana lista de países que não cooperam plenamente com esse objetivo.

 

"Queremos que isso seja resolvido pacificamente", concluiu, mas acrescentou que se a Venezuela não cooperar com as medidas tomadas, os "EUA e outros países o tomarão em conta".

 

A Colômbia denunciou a presença dos rebeldes ontem em sessão na Organização dos Estados Americanos (OEA).

 

Apesar de falar em 87 acampamentos guerrilheiros no país vizinho, Bogotá apresentou documentos que confirmariam a existência de cinco, sendo quatro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e um do Exército de Libertação Nacional (ELN), nos estados venezuelanos de Zulia, Táchira, Apure e Amazonas.

 

Por causa da denúncia pública da Colômbia na OEA, a qual foi negada taxativamente pela Venezuela, Caracas rompeu as relações diplomáticas com seu país vizinho.

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