EUA pedem respeito à embaixada do Brasil em Tegucigalpa

Governo americano conclamou que os envolvidos permaneçam calmos e evitem ações de violência no país

Reuters

22 de setembro de 2009 | 16h11

O governo dos EUA pediu calma em Honduras nesta terça-feira e instou o governo interino a respeitar a imunidade diplomática da embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde o presidente deposto Manuel Zelaya buscou refúgio.

 

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"Os Estados Unidos conclamam todos os envolvidos a permanecer calmos e evitar ações que possam provocar violência em Honduras e colocar indivíduos em risco", disse Ian Kelly, porta-voz do Departamento de Estado. "Exortamos todos os envolvidos a conter ações que poderiam levar a novos distúrbios".

Zelaya, que encerrou quase três meses de exílio ao voltar secretamente a Honduras na segunda-feira com o objetivo de retornar ao poder, acusou forças de segurança de preparar um ataque à embaixada.

Kelly também exortou o governo interino de Honduras a respeitar a missão diplomática do Brasil."Ressaltamos a importância de respeitar a inviolabilidade da Embaixada do Brasil em Tegucigalpa e os indivíduos em suas instalações. É um princípio universalmente aceito nas relações internacionais", disse Kelly.

Militares hondurenhos cercaram na manhã de hoje a embaixada brasileira em Tegucigalpa. A polícia e o Exército desalojaram milhares de manifestantes que permaneciam na frente do prédio. Houve confronto entre os manifestantes e as forças oficiais, que utilizaram gás lacrimogêneo para dispersar os partidários de Zelaya.Ao menos 150 pessoas foram presas e duas morreram.

 

Logo depois, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao a Zelaya que não haja pretextos para uma invasão da embaixada brasileira em Tegucigalpa, onde o líder hondurenho está abrigado desde ontem. Lula também alertou o governo de facto contra uma ação violenta na missão brasileira em Tegucigalpa.

 "Conversei com o presidente Zelaya e pedi que tome cuidado para não dar pretextos aos líderes do golpe", disse Lula. "Esperamos que os golpistas não entrem na embaixada".

Diante da declaração, o governo de Honduras afirmou que as forças de segurança do país não entrariam na embaixada do Brasil. Mas o presidente Roberto Micheletti disse que Lula deve optar entre entregar Zelaya e lhe conceder asilo político.

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