EUA querem 'baixar temperatura' da relação com a Venezuela

Hillary diz que Chávez deve reconhecer que pode 'ser um líder forte' sem a necessidade de silenciar críticos

Efe,

08 de julho de 2009 | 11h35

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou que o governo americano quer "baixar a temperatura" das complicadas relações com a Venezuela, com quem procura abrir um diálogo "sobre vários pontos", entre eles o econômico. "Queremos deixar claro que há maneiras de sustentar uma conversa com pessoas com as quais não concordamos", disse Hillary na terça-feira, 7, em entrevista ao canal privado venezuelano Globovisión.

 

Caracas e Washington restabeleceram na semana passada seus embaixadores depois da expulsão de ambos no ano passado em meio a uma crise diplomática bilateral quase permanente, derivada das distintas visões políticas e econômicas entre Venezuela e EUA. "Achamos que a Venezuela, como muitos países, pode se beneficiar, como nós em nosso país, do investimento estrangeiro, da entrada de capital para melhorar os negócios", disse Hillary à Globovisión.

 

No aspecto político, a Casa Branca espera ver "nos próximos meses" que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, reconheça que pode "ser um líder forte e ter opiniões firmes sem a necessidade de tentar silenciar todos os críticos", afirmou a secretária.

 

Hillary também afirmou durante a entrevista que Washington quer "ver mudanças fundamentais" em Cuba para poder avançar no diálogo iniciado com a administração do atual presidente americano, Barack Obama. "Deixamos claro que não poderíamos fazer muito mais quanto a negociar com Cuba, a menos que Cuba mude. Os presos políticos devem ser libertados, deve haver eleições livres e justas", disse a secretária.

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