EUA querem retomar discussão sobre migração com Cuba

Gesto é novo sinal de aproximação de Obama com Estado comunista; diálogos haviam sido suspensos em 2004

22 de maio de 2009 | 18h32

O governo americano ofereceu a Cuba retomar as conversas sobre migração de cidadãos cubanos aos Estados Unidos, em um novo sinal dos esforços do presidente Barack Obama para melhorar as relações com o Estado comunista. A informação foi divulgada pelo departamento de Estado americano nesta sexta-feira, 22.

 

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Os diálogos foram realizados pela última vez em 2003, durante a administração George W. Bush, e suspendidos unilateralmente pelos EUA em 2004. "Nós oferecemos retomar as conversas", disse a porta-voz do departamento de Estado Heide Bronke, explicando que a oferta foi feita por diplomatas americanas com colegas cubanos em Washington nesta sexta.

 

As conversas migratórias, iniciadas durante o governo de Ronald Reagan, tornaram-se regulares após alguns acordos da década de 1990, que tentavam evitar o êxodo de refugiados cubanos nos EUA. No mês passado, Obama deu um passo para melhorar as relações com Cuba ao liberar as viagens e o envio de dinheiro de cubano-americanos à ilha.

O presidente americano, porém, sinalizou que, para obter mais concessões, Havana teria de libertar presos políticos e melhorar a situação dos direitos humanos. O líder cubano, Raúl Castro, e seu irmão Fidel manifestam disposição em conversar com os EUA, mas insistem que isso deve ocorrer sem pré-condições e com respeito à sua soberania.

 

O possível reatamento dos contatos foi aplaudido pela Fundação Nacional Cubano-americana em Miami, na Flórida. Em comunicado, a organização assinalou que a iniciativa do governo dos EUA constitui "uma oportunidade para resolver temas de interesse nacional."

 

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