EUA reavaliam política para Bolívia, diz embaixador expulso

Acusado de apoiar separatismo, Philip Goldberg afirma que Washington teme aproximação de La Paz com Irã

Efe,

18 de setembro de 2008 | 16h02

O embaixador americano Philip Goldberg, expulso da Bolívia na semana passada, disse nesta quinta-feira, 18, que os Estados Unidos avaliam sua política com o país sul-americano, com o qual, segundo ele, o Irã desenvolve uma "preocupante" relação bilateral. "Estamos avaliando os diferentes programas e políticas, mas a inclinação geral é de tentar permanecer envolvidos nos assuntos que foram importantes durante séculos, como o desenvolvimento e (a luta) antidrogas", disse Goldberg.   Veja também: EUA ameaçam 'efeitos' contra Bolívia por expulsar embaixador Estamos compromissados com o diálogo, diz governo de Evo Evo diz que EUA 'não têm moral' para falar sobre drogas Lula critica 'interferência' dos EUA no continente americano   O diplomata fez estas declarações durante um encontro com jornalistas em um centro de análise política em Washington. Goldberg disse que os EUA se preocupam com os laços que Bolívia e Irã estão desenvolvendo, ao dizer que sabe "a natureza" desse país do Oriente Médio.   O governo iraniano, acusado por Washington de querer desenvolver armas nucleares, abriu uma embaixada em La Paz e Evo, após retornar de uma viagem a Teerã, fez declarações em tom de admiração ao Irã.   Segundo o diplomata, Teerã também anunciou um projeto de investimento no setor de gás da Bolívia e os vínculos entre ambos os países, longe de ser meramente econômicos, como asseguraram a Goldberg, "evoluíram em uma relação política".   Goldberg negou de maneira taxativa as acusações e as teorias de conspiração vertidas contra os EUA, embora tenha dito que compreende as suspeitas de Evo. "Compreendo as suspeitas, mas não acho que sejam justas, não acho que sejam corretas ou que se apóiem em fatos", comentou.  

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