EUA renovam oferta de ajuda a Cuba após passagem de Ike

Oferta já havia sido feita após passagem de Gustav, mas governo não a aceitou; Ike deixou 4 mortos e 20 feridos

Efe,

10 de setembro de 2008 | 00h24

O governo dos Estados Unidos reiterou nesta terça-feira, 9, a Cuba sua disposição de enviar à ilha uma equipe de especialistas para avaliar os danos causados pelo furacão Ike, apesar da recusa de Havana a uma oferta similar após a passagem de Gustav. Brasil enviará ajuda a países atingidos pelo furacão IkeFuracão Ike deixa Cuba e segue para o Golfo do México "O governo cubano rejeitou em 6 de setembro nossa oferta inicial de enviar uma equipe para avaliar os danos causados pelo furacão Gustav, mas nossa proposta continua de pé após a passagem do ciclone Ike", explicou o Departamento de Estado em comunicado. O desdobramento de uma equipe de especialistas a regiões devastadas por um desastre natural ou um conflito é uma prática habitual e serve para ajudar o governo dos EUA para determinar a quantidade e o tipo de ajuda que necessitam os países afetados. Na última sexta-feira, a agência americana para o desenvolvimento internacional (USAID, na sigla em inglês) autorizou uma ajuda de US$ 100 mil para as vítimas de Gustav em Cuba, e propôs o envio de uma equipe de especialistas à ilha, mas a oferta foi rejeitada pelo governo cubano. Havana explicou que, se Washington quer cooperar com o povo cubano, deve suspender as restrições econômicas e permitir a venda à ilha de materiais indispensáveis. A ajuda dos EUA é distribuída através de ONGs que trabalham em Cuba para atenuar os efeitos de Gustav. Os EUA decidiram ampliar, após a passagem de Gustav e Ike, as autorizações às ONG americanas para que possam dar mais ajuda humanitária a Cuba, inclusive em forma de doações, segundo o Departamento de Estado. Assim, durante um período de 90 dias, acelerará a tramitação de solicitações para assistência humanitária imediata por um importe de até US$ 10 milhões por ONG. O furacão Ike deixou nesta terça-feira a costa noroeste de Cuba após matar quatro pessoas, ferir pelo menos 20 e causar grandes prejuízos em casas, plantações e infra-estruturas.

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