EUA se dizem dispostos a melhorar relações com a Venezuela

Casa Branca quer aproveitar abertura diplomática para aumentar cooperação na luta antidrogas

Efe,

17 de julho de 2008 | 18h02

O americano Thomas Shannon, secretário de Estado adjunto para a América Latina, disse nesta quinta-feira, 17, que, em resposta à oferta do presidente venezuelano, Hugo Chávez, os Estados Unidos estão dispostos a melhorar as relações com a Venezuela, começando pela cooperação na luta contra as drogas. Veja também:Vitória de Obama não melhoraria relações, diz Chávez Pela primeira vez em muitos anos, a Venezuela expressou recentemente seu interesse em melhorar as relações com os EUA, disposição que Chávez fez chegar ao embaixador americano em Caracas, Patrick Duddy. A Casa Branca disse que quer começar a explorar esta abertura diplomática pela cooperação na luta antidrogas, que seria benéfica para ambos os governos e bem recebida na região. Neste contexto, o coordenador especial para a Venezuela do Departamento de Estado, David Robinson, viajará na segunda-feira a Caracas para obter mais detalhes sobre "a oferta de diálogo de Chávez." Washington espera que "com nossa visita e o trabalho de nosso embaixador, teremos a oportunidade e a capacidade de estabelecer realmente um diálogo importante acerca da cooperação antidrogas", explicou Shannon aos jornalistas ao término de seu discurso no Congresso. O secretário de Estado Adjunto para a América Latina deixou claro que não será fácil normalizar rapidamente as relações com a Venezuela, já que terá que ver "se esta a oferta (de Chávez) é séria", se reconhece a importância da cooperação antidroga ou se será para melhorar sua imagem na Venezuela. Na sessão na Câmara de Representantes, Shannon também disse que existe uma "crescente percepção" na comunidade internacional de que a Venezuela chegou ao limite em sua influência na região. Chávez, segundo Shannon, enfrenta um cenário interno mais complicado e já tem que contemplar a possibilidade de não ser candidato nas eleições de 2012.

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