EUA suspendem ajuda financeira à agência de inteligência da Colômbia

Agentes do DAS grampearam ilegalmente telefones de oposicionistas do governo Uribe

14 de abril de 2010 | 17h56

Reuters

 

BOGOTÁ- Os Estados Unidos suspendeu nesta quarta-feira, 14, ajuda à agência de inteligência DAS, da Colômbia, cujos agentes são acusados de fazer escutas telefônicas ilegais de oponentes do presidente Álvaro Uribe, além de jornalistas e altos magistrados.

 

O escândalo é o último a difamar o governo de Uribe, aliado dos Estados Unidos que irá deixar o poder este ano depois de dois mandatos no qual liderou uma política firme contra rebeldes das Farc e traficantes de drogas.

 

O embaixador dos Estados Unidos na Colômbia, William Brownfield, disse que a ajuda de cooperação enviada ao Departamento Administrativo de Segurança (DAS) seria transferida à Polícia Federal e ao escritório nacional da Defensoria Pública.

 

"O que os Estados Unidos fez é transferir a colaboração que nós tínhamos com o DAS a outras instituições, primordialmente à Polícia Federal e à Defensoria Pública", disse Brownfield à uma rádio local.

 

A embaixada dos Estados Unidos não deu detalhes do valor da ajuda que era dada ao DAS, mas oficiais americanos afirmaram que a cooperação enviada ao departamento cobria as despesas de operações regionais e conjuntas anti-drogas, além de equipamentos.

 

Um grande número de agentes do DAS foi demitido após o escândalo dos grampos telefônicos, que ocorreu em 2009, e ao menos sete deles enfrentaram acusações na Justiça.

 

O governo nega que seus oficiais tenham dado ordens a agentes do DAS para espionarem líderes da oposição, jornalistas e juízes. Uribe ordenou o desmantelamento da agência e criou uma nova.

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