EUA suspendem parcialmente emissão vistos para hondurenhos

Vistos para não imigrantes e casos de não emergência estarão suspensos a partir de quarta-feira, 26

Efe e AP,

25 de agosto de 2009 | 17h26

O Governo dos Estados Unidos suspenderá a partir de quarta-feira, 26, a emissão de vistos para não imigrantes e casos de não emergência, o que representa quase a totalidade de vistos para hondurenhos que querem viajar a território americano.

 

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O porta-voz do Departamento de Estado americano, Ian Kelly, disse que esta medida foi tomada em "apoio à missão" de chanceleres da Organização dos Estados Americanos (OEA) e como "consequência da renuncia do atual regime de Honduras a assinar o acordo" promovido pelo presidente da Costa Rica, Óscar Arias.

 

A medida visa a aumentar a pressão sobre o governo de facto de Honduras, que se mantém no poder há quase dois meses apesar da crítica da comunidade internacional ao golpe de Estado que derrubou o presidente Manuel Zelaya.

 

A suspensão, de caráter temporário, se inscreve em uma "revisão completa" da política de vistos de Washington com Honduras e será aplicada às solicitações para viagens de turismo, negócios, de intercâmbio, estudos e trabalhos jornalísticos nos EUA, entre outros, disse à Agência Efe uma porta-voz do Departamento de Estado.

 

Os Estados Unidos entrevistam ao ano cerca de 45 mil hondurenhos para avaliar se concede um visto e aprova aproximadamente 30 mil deles, afirmou hoje uma funcionária de alta categoria do Departamento de Estado. "Os EUA seguem achando que o acordo foi elaborado minuciosamente e que é a melhor via para uma solução negociada a esta crise", afirmou.

 

Os casos de emergência, como pessoas que precisam urgentemente de assistência médica ou têm que ir a funerais, receberão tratamento especial, disseram as fontes. A medida foi recebida pelo embaixador de Honduras nos EUA, o "pró-Zelaya" Enrique Reina, como um "sinal" de pressão para que o Governo de Micheletti entenda que "tem que deixar o poder".

 

"Esta medida está na linha correta que está sendo seguida pela comunidade internacional", em resposta ao golpe de Estado que derrubou e expulsou o presidente Manuel Zelaya em 28 de junho, disse, em declarações à Agência Efe.

 

A funcionária consultada afirmou que é uma medida "muito importante para indicar às duas partes que temos certas expectativas" de que cheguem a uma solução negociada para a crise política.

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