EUA tentam se envolver na libertação de presos políticos cubanos

Segundo familiares dos prisioneiros, diplomatas americanos desejam se reunir com parentes

Reuters,

19 de julho de 2010 | 19h17

HAVANA- Diplomatas americanos entraram nesta segunda-feira, 19, em contato com familiares de presos políticos cubanos relutantes em se exilar na Espanha, na primeira tentativa visível de Washington para se envolver na libertação dos 52 dissidentes remanescentes da Primavera Negra.

 

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O governo dos Estados Unidos disse estar disposto a oferecer asilo a alguns dos opositores que o presidente cubano Raúl Castro começou a libertar na semana passada após um acordo com a Igreja Católica da ilha.

 

Cerca de 15 prisioneiros se negam a serem enviados para Madri, uma das condições para sua libertação. Seus parentes afirmaram que a Seção de Interesses dos Estados Unidos em Havana os convocou para uma reunião na terça, mas o encontro foi suspenso com o argumento de que não tinham um local suficientemente grande.

 

Alejandrina Garcia, mulher de Diosdado Gonzalez, que cumpre uma pena de 20 anos de prisão, disse que um funcionário dos Estados Unidos a comunicou que nos próximos dias seria contatada para uma reunião individual. "Parece que houve um mal-entendido, que deu muita confusão", disse Alejandrina por telefone à Reuters. "Mas o interesse em se reunir conosco continua vigente", acrescentou.

 

Diplomatas dos Estados Unidos ainda não comentaram a reunião. Não está claro se a aproximação americana conta com a aprovação das autoridades cubanas, que acusam Washington de financiar os dissidentes para destruir o sistema socialista.

 

Onze dos opositores presos desde 2003 já foram libertados e foram enviados a Madri. Outros nove seguirão seus passos nas próximas horas, de acordo com o chanceler espanhol, Miguel Angel Moratinos.

 

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disser que o compromisso do presidente Raúl Castro de libertar um terço dos dissidentes presos nos próximos meses era um "sinal positivo".

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