EUA vêem com 'bons olhos' contatos de Chávez com as Farc

Ao ser perguntado sobre venezuelano, embaixador diz que "qualquer" intermediador é bem vindo

Agências internacionais,

12 de setembro de 2007 | 20h20

A participação do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, nas negociações para a libertação de reféns mantidos pela guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) é vista com "bons olhos" pelos Estados Unidos.  A afirmação foi feita nesta quarta-feira, 12, pelo novo embaixador americano em Bogotá, William Brownfield, que ressaltou que a avaliação vale para a intervenção de qualquer líder internacional. "Vemos com bons olhos a participação de qualquer líder, funcionário, autoridade, político ou pessoa de importância de qualquer país do mundo em um esforço que possa produzir a rápida e segura libertação" dos reféns, disse Brownfield.  O embaixador respondia a uma pergunta sobre os recentes esforços de Chávez para intermediar um possível acordo de troca humanitária. Os guerrilheiros se dizem dispostos a soltar dezenas de reféns - entre eles dois americanos - caso o governo do presidente Álvaro Uribe se disponha a libertar centenas de milicianos presos. Para isso, no entanto, as Farc exigem que uma vasta área no sul do país seja desmilitarizada - pleito rejeitado com veemência pelo governo.  Nas últimas semanas, Chávez se colocou a disposição para tentar uma aproximação entre os dois lados, recebendo apoio de Uribe e do presidente da França, Nicolas Sarkozy. Entre os reféns da guerrilha está a franco-colombiana Ingrid Betancourt, ex-candidata à Presidência da Colômbia. Entretanto, nas duas vezes em que foi perguntado sobre a participação de Chávez nos esforços de negociação, Brownfield evitou referir-se diretamente ao presidente venezuelano, com quem manteve tensas relações durante sua última missão, como embaixador americano em Caracas.  Corpos devolvidos Também nesta terça-feira, os 11 ex-deputados estaduais colombianos seqüestrados pelas Farc em 2002 que morreram em cativeiro há cerca de três meses receberam um último adeus em Cali e em outros centros urbanos do departamento (estado) de Valle del Calca. Uma multidão protagonizou em Cali (sudoeste) uma comovente despedida ao cortejo que partiu da sede da Assembléia Legislativa - de onde foram levados pelas Farc os deputados em 11 de abril de 2002 - rumo à Catedral local e depois ao cemitério. Em outros municípios de Valle del Calca, como Palmira, Tulúa, Caicedonia e Cartago, foram realizados funerais similares para os políticos nascidos nessas cidades e seqüestrados por um comando da organização guerrilheira colombiana.

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