Evo acusa EUA de fomentarem terrorismo para controlar a AL

Presidente da Bolívia afirma que Washington apoia o narcotráfico para justificar instalação de bases na Colômbia

Efe,

21 de setembro de 2009 | 01h02

O presidente da Bolívia, Evo Morales, acusou os Estados Unidos de fomentarem o terrorismo e o narcotráfico na Colômbia para controlar a América Latina. "Minha hipótese é que os Estados Unidos fomentam o narcotráfico na Colômbia, fomentam o terrorismo, e com isso justificam as bases militares e de lá controlam a América Latina, a América do Sul, os países revolucionários", afirmou Evo em entrevista coletiva antes de viajar para Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU.

 

O presidente boliviano disse que desde que Colômbia e EUA assinaram os primeiros acordos antidrogas em 1952, a produção de cocaína e o narcotráfico aumentaram no país latino-americano e surgiu o "problema" da guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

 

"Com tanta tecnologia e tantos milhares e bilhões de dólares em vez de reduzirem seus problemas com as Farc ou com o narcotráfico fazem crescer", ressaltou. Por isso, Evo disse ter chegado à conclusão de que onde há bases militares dos EUA "não há democracia e não há integração, nem há paz social".

 

O líder ratificou suas críticas à presença de militares americanos na Colômbia e assinalou que esse país continua sendo o principal produtor de cocaína apesar da ajuda dos EUA na luta contra o narcotráfico. "Eu posso entender que haja uma grande aliança entre o país mais consumidor da droga com o país mais produtor: Estados Unidos e Colômbia", ressaltou.

 

Neste sentido, Evo voltou a criticar a decisão de Washington de questionar a Bolívia na luta antidroga em um relatório do Departamento de Estado dos EUA que assinala o país sul-americano entre os produtores de drogas ou plataforma de narcotráfico.

Tudo o que sabemos sobre:
Evo MoralesEquadorColômbiaEUA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.