Evo acusa EUA de organizarem grupos opositores da Bolívia

Presidente boliviano diz que embaixada americana está por trás de complô para desestabilizar seu governo

Efe,

08 de setembro de 2008 | 17h30

O presidente da Bolívia, Evo Morales, acusou a Embaixada dos Estados Unidos de organizar grupos violentos de oposição e que, segundo sua opinião, já fugiram do controle dos governadores autonomistas, anunciou nesta a agência estatal ABI. "Tenho informações de algumas autoridades e personalidades, especialmente do departamento de Santa Cruz, de que há pessoas que trabalham para a Embaixada americana e organizam estes grupos", disse Morales no domingo, 7, segundo a ABI.   Veja também: Opositores bolivianos fecham a fronteira com o Brasil   Para o líder boliviano, os grupos violentos fugiram do controle dos governadores e dirigentes civis de Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija, as regiões opositoras reunidas na chamada "meia lua". Morales acusou várias vezes a Embaixada americana na Bolívia de estar por trás de um suposto complô para desestabilizar seu governo junto com a oposição de direita, embora a própria representação e as autoridades de Washington tenham negado.   Morales lamentou ainda que a Procuradoria Geral não tenha atuado "para dar segurança à população" contra esses grupos, que nos últimos dias ocuparam várias instituições e empresas estatais, bloquearam estradas e fronteiras, e protestaram em pistas de aterrissagem.   Os grupos opositores pedem ao governo que restitua às regiões a receita procedente de impostos petroleiros retirada em janeiro passado para pagar um benefício para os maiores de 60 anos. No entanto, segundo Morales, os protestos já deixaram de ser uma reivindicação dessa receita e se tornaram "puramente políticos, orientados com outros fins como o de agredir e maltratar."   O presidente insistiu também em acusar os governadores regionais e dirigentes da oposição de promover uma "violência racista" para defender interesses pessoais, além de elaborar um "golpe civil" com a ocupação das instituições estatais.   Os protestos também rejeitam o projeto de nova Carta Magna impulsionado pelo presidente Morales e que deve ser aprovado em um referendo, cuja data é incerta.

Tudo o que sabemos sobre:
BolíviaEUA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.