Evo comemora decisão judicial contra acordo militar Colômbia-EUA

O presidente da Bolívia, Evo Morales, comemorou nesta quinta-feira a decisão de um tribunal da Colômbia que suspendeu a vigência de um acordo de cooperação militar entre Bogotá e os Estados Unidos.

REUTERS

19 de agosto de 2010 | 17h52

"Cedo ou tarde o povo colombiano e suas instituições reagiriam em defesa de sua dignidade e soberania", disse Morales a jornalistas sobre a decisão que breca a aplicação do acordo militar, que permitia a presença de militares norte-americanos em sete bases colombianas.

A Corte Constitucional da Colômbia resolveu esta semana que o acordo entre Bogotá e Washington -- que colocou em rota de coalizão o ex-presidente Álvaro Uribe e regimes de esquerda na região, como o do presidente venezuelano, Hugo Chávez, e do próprio Morales -- não pode ser aplicado porque não foi aprovado pelo Congresso colombiano.

Morales disse que a decisão judicial coloca a Colômbia na mesma posição de países como a Bolívia, que há mais de um ano rejeita, por lei constitucional, a presença de bases militares estrangeiras em seu território.

"Os Estados Unidos introduzem suas base militares em diversas nações no mundo com diversas desculpas, entre elas a luta contra o narcotráfico e o terrorismo, quando, no fundo, o que buscam é saquear os recursos naturais", acusou Morales.

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