Evo declara 'desastre nacional' na Bolívia após inundações

Oposição ao presidente acusa governo de omissão e demora para ajuda às vítimas por critérios políticos

Efe,

12 de fevereiro de 2008 | 12h10

O presidente da Bolívia, Evo Morales, declarou por decreto nesta terça-feira, 12, a situação de "desastre nacional" no país diante das graves inundações que deixaram pelo menos 51 mortos, quatro desaparecidos e cerca de 45 mil famílias atingidas. A declaração foi aprovada em um decreto lido pelo ministro da Defesa boliviano, Wálker San Miguel, depois que Evo visitou na segunda-feira o departamento amazônico de Beni, a região mais castigada pelas inundações. O decreto autoriza os Ministérios do Planejamento, do Desenvolvimento e da Fazenda a tramitar, negociar e promover o financiamento dos recursos necessários para responder à emergência em fontes internas e externas. O governo tinha descartado no fim de semana a declaração de desastre em Benin com o argumento de que não era necessário, mas as autoridades da região amazônica tomaram a decisão por sua conta, à margem das decisões governamentais. As autoridades de Beni, que são opositoras a Evo, acusaram o Executivo de agir com critérios políticos para a decisão, o que as autoridades nacionais negaram. San Miguel disse que não houve demora nas decisões governamentais, porque fazem parte de um processo, dado que a situação de desastre durará vários meses e a reconstrução levará até um ano. Segundo o relatório oficial oferecido pelo governo, há pelo menos 57 municípios do país, de um total de 327, que sofreram danos pelos efeitos do fenômeno climático La Niña.

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