Evo defende reeleições ilimitadas como combate à corrupção

Em Paris, presidente boliviano afirma que Chávez 'é o mais democrático de todos porque se submete ao povo'

Efe,

17 de fevereiro de 2009 | 17h22

O presidente da Bolívia, Evo Morales, defendeu nesta terça-feira, 17, os mandatos ilimitados como o aprovado em plebiscito na Venezuela em favor de seu colega e aliado Hugo Chávez, e chegou a apontá-los como forma de combate à corrupção. "O presidente Chávez é o mais democrático de todos porque se submete ao povo, que é quem decide", afirmou Evo em Paris, onde esteve em visita oficial. Veja também:Partido de Evo debate reeleição ilimitada após triunfo chavista '3º ciclo' de Chávez deve trazer novos impostos ao país O presidente boliviano alegou que a reforma aprovada pelos venezuelanos "não é para que haja um presidente eternamente, porque Chávez pode perder eleições". Evo disse ainda que a limitação de mandatos "fomenta a corrupção, como pude comprovar nas Prefeituras. Se um prefeito não puder voltar a se candidatar, será mais provável ele roubar durante seu mandato." "Se puder se ratificar no poder, terá como seguir trabalhando honestamente", acrescentou, conferindo ao caráter ilimitado das eleições um suposto status de antídoto contra a corrupção. O presidente boliviano repetiu uma frase do "subcomandante Marcos" do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN), do México, de que "é preciso mandar obedecendo ao povo." "Submeter ao povo qualquer consulta é mandar obedecendo ao povo e isso é o mais democrático", disse. Evo lembrou que seu partido e ele mesmo ganharam quatro eleições consecutivas na Bolívia, algo que não acontecera "nunca antes nesse país."

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