Evo diz que estuda levar separatistas à Justiça militar

Presidente boliviano afirma que opositores tentarão fazer algo contra seu governo pois este é um ano eleitoral

Efe,

25 de maio de 2009 | 10h00

O presidente da Bolívia, Evo Morales, que fez uma rápida visita ao Equador no domingo, 24, afirmou em Quito que cogita levar à Justiça militar os opositores separatistas que promovem atos terroristas em seu país. Evo participou das comemorações pelos 187 anos da independência do Equador, ao lado do chefe de Estado equatoriano, Rafael Correa, e do seu colega venezuelano, Hugo Chávez.

 

"Os separatistas devem ser julgados pela Justiça militar", afirmou o boliviano numa entrevista coletiva, concedida antes de seu retorno a La Paz. O presidente disse ainda que, por ser ano eleitoral na Bolívia, os opositores tentarão fazer algo contra seu governo.

 

Depois de derrotada nas urnas, sobretudo no referendo revogatório, a oposição boliviana "agora organiza magnicídios" e promove o "separatismo mediante o terrorismo", disse o chefe de Estado. "Felizmente", acrescentou Evo, "há uma grande unidade dos trabalhadores do campo e da cidade", que ficou evidente nas manifestações camponesas até La Paz e nos protestos marcados por greves de fome.

 

O governante disse ainda que, ao ouvir o povo, as pessoas sugeriram que "os separatistas sejam julgados pela Justiça militar". "Surpreendeu-me essa decisão do povo, que nunca tinha pensado na Justiça militar" na hora de ver os "traidores da Pátria" serem punidos. Essa iniciativa e outras serão analisadas durante uma reunião que Evo pretende ter nesta segunda-feira, em Chuquisaca.

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