Evo e adversários trocam acusações antes de dialogar

Presidente boliviano trocou insultos com a oposição antes das negociações que pretendem solucionar crise

Reuters,

07 de janeiro de 2008 | 16h50

O presidente da Bolívia, Evo Morales, e governadores da oposição trocaram insultos antes das negociações desta segunda-feira, 7, destinadas a resolver a crise política no país. Quatro dos nove departamentos (Estados) bolivianos declararam autonomia em protesto contra a nova Constituição do país, e a comunidade internacional pressiona ambas as partes a se reconciliarem. Evo e a oposição anunciaram o início das negociações para a noite desta segunda, mas nenhuma das partes parece disposta a ceder. Durante o fim de semana, houve atos públicos pró e contra a nova Constituição. "Partidos conservadores na Espanha, nos Estados Unidos e em alguns países europeus estão conspirando com partes da oposição para parar o processo de mudança", disse Evo, aliado do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Os rivais responderam acusando Evo de tentar conquistar poderes ilegalmente. "Suas mãos estão sujas de sangue", disse Rubén Costas, governador do Departamento de Santa Cruz, num comício do fim de semana, segundo o jornal La Razón. Aparentemente, ele se referia aos protestos de novembro em frente à sede da Assembléia Constituinte, em Sucre, que resultaram em várias mortes.

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