Evo e oposição trabalham em três frentes por acordo na Bolívia

Reunião para colocar fim a conflitos no país começou hoje em Cochabamba e busca 'pacto de conciliação'

Efe

18 de setembro de 2008 | 11h00

O governo e a oposição boliviana começaram hoje as negociações para por fim aos conflitos entre camponeses e partidários da autonomia das províncias ricas do país. A reunião começou em Cochabamba por volta das 9h da manhã no Centro de Convenções Manantial. Veja também: Ouça a entrevista com o prof. José Alexandre Hage  Governo e oposição boliviana assinam trégua Bolívia pode rachar, mas ninguém se beneficiaria, diz analista Bolívia tem histórico de golpes e crises  Entenda os protestos da oposição na Bolívia  Entenda o que é a Unasul  Enviada especial fala sobre trégua na Bolívia  Enviada do 'Estado' mostra fim dos bloqueios Imagens das manifestações   Participam das conversas o presidente Evo Morales, os governadores autonomistas de Santa Cruz, Beni, Tarija e Chuquisaca. Os líderes dos departamentos oficialistas de Oruro, Potosi, Cochabamba e La Paz também estão presentes. O governador de Pando, Leopoldo Fernandez, está preso acusado de incitar o massacre de 30 camponeses partidários de Morales. O líder do governo no Senado disse  a jornalistas que as conversas serão intensivas e que as partes buscarão um pacto de conciliação.Ao longo do dia, devem se juntar a reunião diversos observadores internacionais, como o secretário da Organização dos Estados Americanos, José Miguel Insulza e um representante da União das Nações Sul-Americanas, a Unasul. A União Européia, embaixadores de países vizinhos , representantes religiosos e das Nações Unidas também foram convidados. As negociações serão divididas em três mesas de trabalho. A primeira, chefiada pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Carlos Romero, discutirá a adequação da autonomia de Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija à nova constituinte do país proposta por Evo, cuja discussão no Congresso foi interrompida para favorecer as negociações. A outra mesa de discussão, liderada pelo ministro da Fazenda, Luis Arce, tratará da divisão das receitas obtidas com petróleo e gás, estopim da crise entre governo e oposição depois que o governo aumentou sua participação nos royalties para aplicar recursos em programas sociais para idosos. A terceira comissão, a cargo do ministro de Defesa Legal, Héctor Arce, discute acordos para vagas de juízes para a Suprema Corte.

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