Evo Morales ameaça Senado por não aprovar leis

Presidente boliviano afirma que pode impedir ministros de exercerem autoridade na Câmara

CARLOS ALBERTO QUIROGA, REUTERS

13 de novembro de 2007 | 08h28

O presidente boliviano, Evo Morales, acusou o Senado do país, controlado pela oposição, de bloquear algumas de suas principais reformas e afirmou que considera determinar que ministros percam a autoridade na Casa. Segundo Morales, o Senado não conseguiu ratificar quase 100 projetos aprovados pela Câmara, onde seu partido conta com um confortável maioria. "Sou capaz de decidir que nenhum ministro vá (ao Senado) quando for chamado para questionamentos ou a dar relatos orais ou escritos", disse Morales na segunda-feira, em comentários transmitidos pela TV estatal. Na semana passada, o Senado não aprovou um contrato garantindo à empresa Jindal Steel and Power o direito de explorar um grande depósito de minério de ferro na região de Santa Cruz, um projeto de 2,1 bilhão de dólares. O Senado considerou que o contrato precisava de mudanças significativas e o enviou de volta à Câmara. Outras leis à espera de aprovação do Senado incluem uma para aumentar impostos de mineradoras e uma referente a corrupção. "Preciso destas normas para melhorar a situação econômica do país", disse Morales. Mas, de acordo com o senador oposicionista Oscar Ortiz, "todas estas ameaças mostram uma posição antidemocrática".

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