Evo Morales elogia decisão 'democrática' de Fidel de renunciar

O líder boliviano destacou o trabalho de Fidel pela humanidade e sua soliedariedade com os povos do mundo

Efe,

19 de fevereiro de 2008 | 21h35

O presidente da Bolívia, Evo Morales, elogiou nesta terça-feira, 19, a "democrática" decisão de Fidel Castro de renunciar à presidência de Cuba, e destacou o trabalho do líder cubano "pela humanidade" e sua "solidariedade" com os povos do mundo.   Veja também: Lula: Cuba não precisa de 'ingerência' externa  Embargo dos EUA a Cuba continua sem Fidel Raúl Castro torna-se guardião da revolução Artigo publicado no Granma (em português) A trajetória de Fidel Castro  Principais capas do Estadão sobre Fidel  Guterman: como a história julgará Fidel?   Fidel Castro: herói ou vilão?  Ruy Mesquita fala sobre Fidel Castro e Cuba Leia cobertura completa da renúncia de Fidel    Morales expressou sua dor pela renúncia de "um líder histórico, revolucionário e antiimperialistas, que sobretudo aposta em seu povo e nos povos do mundo". O presidente boliviano disse ter aprendido "muitíssimo" com o líder cubano.   Sobre a retirada de Fidel, o presidente ressaltou que pedir a Assembléia Nacional que não o elejam como presidente - como fez Fidel - é a forma mais democrática de governar.   Para Morales, embora "não quiséssemos perder um líder histórico como Fidel Castro, infelizmente às vezes os ciclos se concluem". O presidente garantiu que as relações da Bolívia com Cuba seguirão "estreitas e solidárias".   O chefe de estado aproveitou para lembrar os mais de 5 mil bolivianos que estudam em Cuba e as mais de 100 mil pessoas que tiveram as vistas gratuitamente operadas graças à ajuda da ilha caribenha.   O presidente boliviano acrescentou ainda que Cuba é o país "mais humilhado e agredido pelo Império" (forma pela qual Morales se refere aos EUA).

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