Evo Morales está levando Bolívia 'à guerra civil', diz jornal

'Washington Post' acusa líder boliviano de 'tentar importar modelo de socialismo autoritário de Hugo Chávez'

Efe,

16 de setembro de 2008 | 14h37

O presidente da Bolívia, Evo Morales, conduz seu país para a "desintegração ou guerra civil", afirma nesta terça-feira, 16, em editorial, o jornal The Washington Post. O editorial se refere à "tentativa de Morales de importar para a Bolívia o modelo de socialismo autoritário de Hugo Chávez", em referência ao presidente da Venezuela.   Veja também: Governador de Pando é preso por mortes na Bolívia Bolívia pode fechar acordo com oposição nesta terça Opositores acusam Chávez de controlar líder boliviano  Bolívia tem histórico de golpes e crises  Entenda os protestos da oposição na Bolívia Entenda o que é a Unasul Enviada do 'Estado' mostra o fim dos bloqueios Imagens das manifestações     Isso, segundo o Washington Post, "polarizou o país em facções geográficas e étnicas, e o colocou em risco de desintegração ou guerra civil". "Em vez de buscar um compromisso, Evo intensificou seus esforços para concentrar o poder em suas mãos e dar privilégios às comunidades indígenas do planalto a costa do resto do país", acrescenta.   Santa Cruz, uma das cinco províncias que rejeitaram a política de Evo, "está agora ocupada pelo Exército e sob lei marcial, após distúrbios nos quais morreram pelo menos 30 pessoas em dias recentes."   "Os militantes dos dois lados recorreram à força", afirma o artigo. "Mas Morales continua sendo o principal provocador na Bolívia". O editorial afirma que uma "cúpula de governantes latino-americanos ontem, no Chile, buscava jogar os alicerces de uma regra negociada."   Mas, "para que isso ocorra, Evo terá que aceitar que não pode impor seu programa na metade leste da Bolívia e que deve se movimentar para um compromisso constitucional que já antes rejeitou."   Além disso, segundo o Washington Post, o governo Bush e o Congresso dos Estados Unidos "deveriam vincular as concessões comerciais (à Bolívia) com um acordo entre Morales e a oposição, que coloque fim ao uso da força por ambas as partes e que preserve uma democracia liberal."

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