Efe
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Evo Morales inicia greve de fome para exigir lei eleitoral

Medida do presidente boliviano visa aprovação de projeto que antecipa eleições para o dia 6 de dezembro

Agências internacionais,

09 de abril de 2009 | 12h07

O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou que está dando início a uma greve de fome nesta quinta-feira, 9, para pressionar o Congresso Nacional a aprovar a lei eleitoral necessária para convocar o pleito geral de 6 de dezembro.

 

O Senado da Bolívia, liderado pela oposição, não aprovou uma lei para determinar a data para as eleições, que foram ordenadas por uma reforma constitucional apoiada por Evo e aprovada pelos eleitores em janeiro. Segundo a nova Constituição, o Congresso deveria promulgar a lei sobre as eleições até esta quinta. Evo, que assumiu o cargo em 2006, sugeriu que os líderes da oposição estão tentando bloquear as planejadas eleições de dezembro usando táticas de atraso. O presidente também disse que está começando a greve de fome "para defender o voto do povo".

 

Catorze líderes de grupos trabalhistas e sociais disseram que estão se unindo ao presidente na greve de fome. Não foi informado quão rigorosa será a greve de fome, mas tais protestos na Bolívia geralmente envolvem beber água e mascar folhas de coca.

 

A exigência da oposição de que haja uma repadronização geral dos eleitores antes de dezembro é tida nos meios políticos como o principal obstáculo a um acordo no Congresso. As autoridades eleitorais dizem que é impossível completar esta tarefa antes de um ano.

 

Evo Morales denunciou novamente que a oposição busca na realidade impedir as eleições gerais de dezembro e as eleições regionais previstas para abril de 2010. "Ao pedir um novo padrão (de eleitores) é simplesmente decidir que não haja eleições nacionais (...), por isso este esforço (greve de fome) dos dirigentes do campo e da cidade, um esforço da autoridade principal, tudo pela defesa do voto sagrado do povo", acrescentou.

 

O presidente, cuja provável reeleição deve ocorrer com folga nas urnas, iniciou um jejum no Palácio Quemado, acompanhado de uma dezena de dirigentes das organizações sociais, entre eles Pedro Montes, secretário-executivo da Central de Trabalhadores Boliviana.  Montes e outros dirigentes que acompanham Evo no jejum disseram que a oposição conservadora seria responsável por qualquer consequência de um conflito político. "É histórico que façamos uma greve de fome no Palácio do Governo e não sairemos daqui até que se aprove a lei eleitoral", disse o líder da Central de Trabalhadores.

 

Matéria atualizada às 14h55.

 

 

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