Evo Morales nomeia militar como governador de Pando

Landelino Rafael Bandeira assume Departamento no lugar de Leopoldo Fernández, preso pelo Exército

Reuters,

20 de setembro de 2008 | 14h34

O presidente da Bolívia, Evo Morales, nomeou nesta sábado, 20, um militar como governador interino do departamento amazônico de Pando, onde se registraram os atos de violência mais graves em meio aos protestos contra os planos socialistas do mandatário. Evo designou o contra-almirante Landelino Rafael Bandeira como governador do Pando, no lugar de Leopoldo Fernández, que foi detido pelo Exército e acusado pelo governo de haver ordenado uma matança de ao menos 17 camponeses que apoiavam o presidente.   Veja também: Camponeses irão expulsar agência americana Governo Evo pede que Brasil expulse bolivianos refugiados Evo propõe autonomia em troca de referendo constitucional Bolívia pode rachar, mas ninguém se beneficiaria, diz analista Bolívia tem histórico de golpes e crises  Entenda os protestos da oposição na Bolívia  Enviada do 'Estado' mostra fim dos bloqueios Imagens das manifestações  "É obrigação do governo nacional, junto às instituições do Estado, garantir a paz, a tranquilidade, a ordem e a disciplina em um departamento", disse o presidente ao justificar a designação do militar ativo. Os acontecimentos em Pando são os mais violentos que foram registrados em meio à crise política em que se enfrentam simpatizantes do governo de Evo e opositores, que resistem aos planos socialistas do presidente. "Prometo trabalhar com toda vontade, responsabilidade profissional e, sobretudo, com muito patriotismo para devolver ao povo de Pando a paz, a tranquilidade, a segurança civil e as garantias constitucionais", disse o militar, que é de origem do mesmo departamento, ao assumir o cargo.   Nas últimas semanas, a Bolívia enfrentou o caos diante de protestos contra os planos de Morales de aprofundar a nacionalização da economia e dar mais poderes à população indígena, o que despertou a oposição dos ricos distritos de Santa Cruz, Pando, Beni e Tarija.

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